Teses e dissertações do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie, transformadas em apresentações interativas que qualquer pessoa entende.
Este é um projeto de divulgação científica do Laboratório de IA + Estratégia Mackenzie.
Como saber se um país inova como um sistema, e não só como a soma de atores isolados.
Em três estudos, que revisam 71 artigos sobre pequenas empresas e 231 sobre empresas familiares, a tese mostra que a estratégia costuma passar pelo dono, propõe uma definição de decisão estratégica que inclui os laços, os objetivos e o bem-estar da família, e trata a empresa familiar como questão de grau nas ações, no conselho e na gestão, com seis configurações de referência.
Com dados diários de 64 bolsas, a tese mostra que a cultura de cada país muda o tamanho do excesso de confiança, do efeito disposição e do efeito manada, e que a pandemia inverteu a direção de alguns.
Com dados de milhares de empresas avaliadas pela S&P, a tese comparou modelos de aprendizado de máquina para antecipar rebaixamentos e calotes. Os de muitas árvores quase não erraram, e o SHAP mostrou o que pesou em cada faixa de risco.
Com 16 professores de empreendedorismo e 11 projetos pedagógicos de cursos de Administração, a tese mostra que o currículo ajuda, mas é o professor, com mais ou menos apoio da instituição, quem transforma o papel em experiência.
Com 108 profissionais que disseram as palavras que lhes vinham à mente e 260 que responderam a um questionário, a tese mostra que o preconceito percebido contra mulheres líderes anda junto com a expectativa de que a mulher cuide, mais do que com o que se espera de um líder.
Com 305 profissionais que responderam como liderados, a tese mostra que quem se engaja e pensa por conta própria no trabalho relata aprender mais e ter mais energia. A abertura a mudanças pesa mais que o estilo do chefe para chegar lá.
Com 308 profissionais que trabalham em equipe, a tese mostra que quem diz praticar a comunicação não violenta relata mais segurança para falar e mais aprendizado com os erros. A segurança pesa mais, e parte do efeito passa por ela.
Com 126 profissionais que usam IA generativa no trabalho, a tese mostra que quem a acha fácil confia mais em si e também reflete mais. No desempenho, pesaram a falta de reflexão e o feedback confuso, não a confiança.
Em oficinas de Teatro do Oprimido com 37 gestoras de uma instituição financeira pública, pedidas para desenvolver competências de vendas, vieram à tona machismo, assédio e racismo, e saíram propostas coletivas. Para a tese, a técnica só transforma quando quem a usa toma o lado de quem sofre a opressão.
Em 26 entrevistas e três rodas de conversa com 121 jovens, a tese encontra oito símbolos de dignidade que a Geração Z leva para o trabalho. Ficar ou sair depende menos de quantos deles a empresa entrega e mais de ela acertar no que é central para cada pessoa.
Com dois questionários respondidos por profissionais de faculdades, a dissertação mostra que as equipes que cuidam de diplomas, registros e regulação dependem muito das normas do MEC e aprendem quase sempre sozinhas, e desenha uma plataforma para formá-las: a GENESIS360.
Com dez entrevistas na equipe de gestão de uma escola particular de São Paulo, a dissertação mostra como a inteligência artificial já acelera rotinas administrativas e pedagógicas e apoia decisões, e o que ainda trava: resistência, falta de formação e cuidado com os dados.
Com os retornos diários de 40 FIAGROs, de 2021 a 2025, a dissertação mostra que esses fundos do agronegócio quase não acompanham o preço do que o campo vende: dos oito produtos estudados, só trigo, boi gordo e, ao contrário, açúcar apareceram, com efeito pequeno e dias depois.
Em 880 estreias na bolsa em 25 países, de 2015 a 2024, o desconto do primeiro dia foi maior onde desastres climáticos atingiram mais pessoas. Regras de divulgação ambiental e notas de carbono não mostraram efeito.
Em oito clubes acompanhados de 2020 a 2024, a recuperação judicial deu fôlego, mas os ganhos não duraram. Para o autor, virar SAF pesou mais na saúde financeira do que o processo na Justiça.
Como e para quê professores de Administração usam a IA generativa? O que 13 entrevistas revelaram sobre tempo, confiança e o novo papel do professor.
Como 22 propriedades do oeste do Paraná criam, organizam e capturam valor, e os quatro modelos de negócio que surgem daí.
Gestores e 513 alunos de uma universidade estadual do Paraná apontam o que pesa no valor do ensino; os professores recebem as melhores notas e os laboratórios, as piores.
Quinze estudantes de saúde de um centro universitário privado contam o que os motiva: todos valorizam estágios e laboratórios, 9 acham o preço justo pelo que aprendem e 12 abriram mão de algo para estudar.
Como os maiores escritórios de advocacia do Brasil tentam transformar a rede de confiança dos sócios em patrimônio da firma.
O que faz uma universidade ser vista como boa, e o que faz ela ser vista como correta.
Em entrevistas com 11 líderes e gestores de 5 cooperativas do agronegócio do Oeste do Paraná, a tese mostra um ciclo: o que as pessoas aprendem juntas alimenta a inovação, e a inovação posta em prática volta como sabedoria.
Em 126 transportadoras rodoviárias, usar contrato inteligente não mudou a ligação entre estar integrado ao ecossistema logístico e o desempenho; foi a integração que andou junto com um desempenho melhor.
Ouvindo 12 pessoas de 9 empresas de software, a tese montou uma teoria em que a inovação em serviços digitais nasce de aprender junto com o cliente, e a confiança cresce até ao mostrar o que ainda está imperfeito.
Equipes aprendem com a cabeça, o coração e as mãos. Com 257 profissionais, a pesquisa mostra que os três precisam de um mínimo para a inteligência coletiva aparecer.
Com 155 técnicos do DETRAN do Paraná, a tese mostra que quem absorve melhor conhecimento novo relata menos dificuldade para interpretar as normas de trânsito, mas o que mais pesa é o próprio texto: termos vagos e frases mal formuladas.
Com 131 servidores de prefeituras do interior do Paraná, a tese mostra que a tecnologia (infraestrutura e capacidade de usá-la) é o que mais anda junto com um serviço melhor; a postura defensora chega ao desempenho passando por ela, e a reativa é a única com ligação direta.
Com 108 estudos revisados e 2.987 registros anuais de empresas do Brasil, China, Índia e África do Sul, a tese mostra que o investidor premia quem divulga bem suas práticas de ESG mais do que quem tem as melhores notas, e que ficar no meio do caminho é o pior lugar.
Com 102 fundos do índice IFIX de 2012 a 2023, a tese mostra que a eficiência dos fundos imobiliários (retorno para o risco que correm) quase não mudou de um ano para outro e dependeu mais do próprio fundo do que de juros e inflação. Escolher fundos pela variação do dividend yield não deu ganho claro.
Em centenas de bancos de capital aberto de mais de 50 países, de 2014 a 2023, notas de sustentabilidade mais altas vieram junto com mais lucro e mais valor de mercado, sobretudo onde os bancos estão no centro do crédito e quando aderem à iniciativa financeira da ONU.
Com os balanços de cerca de 200 operadoras de planos de saúde entregues à ANS de 2018 a 2023, a tese mostra que as mais lucrativas devem menos e as com mais ativos fixos devem mais, em todas as medidas de dívida; fatores próprios do setor, como a sinistralidade e a reserva técnica, mudam conforme a medida.
Com 168 artigos científicos e os balanços trimestrais de cerca de cem empresas da B3, de 2015 a 2024, a tese mostra que ciclos de caixa mais curtos vieram junto com um lucro um pouco maior, antes e depois da pandemia, que mudou a força dessas relações, não a direção.
Em 594 empresas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, de 2015 a 2022, nota ESG mais alta não veio com dinheiro mais barato nem com empresa mais valorizada.
Com 137 distribuidoras privadas de energia dos Estados Unidos, de 2012 a 2023, a tese mostra que a nota de risco regulatório do estado não mexeu no endividamento, nem nos estados que abriram o mercado; o que pesou foram o lucro e o investimento da própria empresa.
Dez líderes de RH da indústria farmacêutica mostram que dados e algoritmos agem como atores na gestão de pessoas e abrem uma nova crise nas empresas, a da hibridização.
Nove gestores de Campo Grande (MS) contam decisões difíceis: demitir, contratar, perder a calma numa reunião. A emoção apareceu até nas que eles chamavam de racionais, e o que mais os abala é a família. A tese propõe a educação emocional para quem decide.
Dezesseis profissionais de RH e de tecnologia que criam treinamentos gamificados contam o que pesa na escolha: interatividade, medir o progresso e engajar quem aprende. Funciona quando faz parte do desenho do curso, e a motivação interna vale mais que o prêmio.
Por que tanta gente se aposenta e continua trabalhando? Com 422 trabalhadores de 40 anos ou mais, a pesquisa mostra que pesam a saúde, o lugar do trabalho na vida, a liberdade de escolha e a capacidade de se adaptar.
Dez pessoas que moram num país e trabalham em outro, na tríplice fronteira de Foz do Iguaçu, contam relações de confiança e acolhimento com o patrão. A mesma proximidade que as faz se sentir dignas ajuda a esconder horas não pagas e trabalho sem registro.
Equipes em que as pessoas pensam diferente decidem melhor? O que 257 profissionais de projetos multifuncionais revelaram.
Quando o banco digital cria valor, o cliente percebe, e o banco captura? O que 117 clientes revelaram, e por que chamar o cliente para cocriar não fez diferença.
Numa grande escola, os pedidos de manutenção chegavam por seis caminhos e o sistema mostrava mais ordens atrasadas do que emitidas. A saída foi um canal único, em que o cliente acompanha cada etapa.
Com 70 profissionais de empresas privadas de Maputo, a dissertação mostra que os laços de confiança entre colegas se ligam a resultados melhores pelo caminho da inovação: com ela no modelo, a ligação direta deixa de ter efeito claro.
Em 3.175 empresas de 11 países emergentes, de 2014 a 2023, o valor de mercado subiu mais nos sete países que passaram a exigir relatórios de práticas sustentáveis (ESG) do que nos quatro que não exigiram.
Em 6.126 empresas de 11 países emergentes, de 2014 a 2023, os sinais de risco de falência pioraram nos seis países que passaram a exigir a divulgação de práticas sustentáveis (ESG), em comparação com os cinco que não exigiram.
Em 1.153 bancos de 65 países, de 2016 a 2023, o crédito freou mais nos países com mais casos de Covid e nos emergentes; no geral, o modelo não mostrou o recuo esperado.
Com 356 empregados de uma instituição financeira pública, quem se avalia mais competente no digital também relata desempenho maior; uma parte pequena desse efeito passa por achar a tecnologia útil e fácil.
Com 176 pessoas que trabalham em organizações, quem relata mais capacidades agênticas (refletir, se controlar, planejar, aprender olhando os outros) diz aprender mais com os erros; um bom ambiente ajuda mais quem tem menos desses recursos.
Com 156 normas de 12 países avaliadas por cinco especialistas e as patentes de sementes de milho de 2005 a 2023, a tese mostra que não há regra que funcione igual em todo lugar: em cada país, um tema diferente acompanhou as patentes, às vezes em sentidos opostos.
Com o preço de dez das ações mais negociadas da B3, minuto a minuto, em 2022, a tese comparou oito formas de prever o próximo preço. O ARIMA, um modelo estatístico clássico, ficou entre os melhores em todas; as redes neurais, quase nunca.
A tese usa o expected shortfall, a medida de quanto se perde em média nos piores dias, com quatro moedas contra o dólar. Com nove formas de calcular esse limite, só o real passou dele entre 2021 e 2023, e as contas históricas foram as que mais soaram o alarme.
Em três estudos com empresas de capital aberto da América Latina de 2018 a 2023, a tese mostra que nota ESG mais alta veio com mais valor de mercado, mais lucro, juros menores e um pagamento de executivos mais ligado ao desempenho; na pandemia, o ESG pesou ainda mais no valor e no lucro, mas não ampliou a vantagem nos juros.
Ouvindo 20 clubes, quase toda a Série A, a tese viu que os clubes-empresa têm práticas de gestão parecidas entre si, enquanto as associações vão do precário à excelência. Virar SAF não é o único caminho para um clube ser bem gerido.
Numa startup de tecnologia fundada por jovens, quem tem 30 anos já é considerado mais velho. A tese mostra como as normas de idade nasceram das crenças dos fundadores e pesam na contratação, nos rótulos sobre colegas, nos conflitos e na vontade de ir embora.
Em universidades de destaque em sustentabilidade, o tema está na estratégia, mas quase não chega aos Centros de Ensino e Aprendizagem, que formam os professores.
Ouvindo 93 trabalhadores e 12 gestores de contabilidade, finanças e auditoria, a tese mostra que o gestor tende a promover a dignidade de quem se parece com o que ele aprendeu a ser e pode ferir a de quem é diferente.
Uber e 99 prometem liberdade e ganho. Ouvindo 8 motoristas de São Paulo e comentários de uma enquete da Câmara, a tese mostra que as plataformas promovem e violam a dignidade de quem dirige ao mesmo tempo: a liberdade existe com o app desligado, e o controle começa quando ele liga.
Com 115 profissionais que coordenam testes clínicos, a dissertação mostra que trocar conhecimento sobre as regras só se liga a uma aliança melhor por meio da capacidade de trabalhar com o parceiro: com ela no modelo, a ligação direta quase some.
Com os dados diários dos 50 maiores fundos multimercado do país, de 2017 a meados de 2023, a dissertação mostra que o valor das cotas andou junto sobretudo com os juros: 1% a mais na Selic acumulada veio com cerca de 1% a mais na cota, e o ranking dos melhores fundos muda conforme a régua de risco e retorno.
Em 4.090 fundos de previdência aberta, de 2010 a 2022, os das gestoras dos cinco grandes bancos cobraram um pouco mais e renderam cerca de 1,4 ponto percentual a menos por ano que fundos parecidos das gestoras independentes.
Seis técnicas de inteligência artificial tentaram prever, dia a dia, o câmbio de cinco moedas de 2010 a 2023. Nenhuma errou menos que o palpite mais simples: o valor de amanhã é o de hoje.
Seis anos de relatórios de sustentabilidade de uma grande empresa brasileira de carnes: os relatórios ficaram mais completos, mas as práticas sociais nem sempre acompanharam, e quem mais move a empresa é a lei.
A dissertação ouviu 19 profissionais autistas, 6 profissionais de RH e 4 de entidades de capacitação. As barreiras ao emprego aparecem no diagnóstico tardio, nos mitos e em cada etapa da gestão de pessoas, e estão no ambiente, não na pessoa.
Com 110 trabalhadores de São Paulo, a pesquisa mostra que quem se sente tratado com dignidade pelo chefe e pelos colegas também enxerga práticas mais dignas na empresa. Mas só metade se sente tratada assim.
Uma fabricante global de embalagens de vidro aplica a mesma pesquisa de engajamento em 18 países. As respostas mudam com o país em todas as 12 perguntas e acompanham a cultura local: mais assertividade anda com menos engajamento; mais coletivismo, com mais.
Com 630 pessoas, a tese mostra que as perguntas de perfil que os bancos fazem são o que mais se liga aos hábitos financeiros. Dos dez valores pessoais, só poder e prazer pesaram, e para menos; saber finanças não fez diferença neste grupo.
Duas redes neurais, a MLP e a LSTM, tentaram prever o preço de ações da B3. Nos fechamentos diários de 31 empresas, só a LSTM ficou entre os melhores modelos; no minuto a minuto, ela errou menos que o palpite “igual ao último” em duas de três séries.
Com cinco moedas contra o dólar, de 1995 a 2020, a tese testou modelos econômicos e uma rede neural contra o palpite de repetir o último valor. Nenhum modelo venceu sempre, mas de dois trimestres à frente em diante o palpite simples saiu do grupo dos melhores.
Com 233 hotéis e pousadas do Brasil, a tese mostra que quem adota mais práticas verdes também diz operar com menos custo e ser mais competitivo, mas não encontrou ligação clara com vendas e resultados de 2020 e 2021, anos de pandemia.
Quinze líderes de uma empresa de serviços passaram por três rodas de conversa com um protocolo de escuta. Todos mudaram o que entendem por escutar, mas só quem chegou a rever as próprias crenças mudou atitudes que a equipe notou.
Um programa de 40 horas levou professores de Administração do Maranhão a estudar economia circular com reflexão crítica. Quatro dos seis que concluíram deram sinais de rever premissas, e cada um saiu com um projeto ligado à economia da sua cidade.
Com preços de sete ações da B3 a cada 30 segundos em 2022, a dissertação mediu as perdas extremas com VaR e Expected Shortfall: além da linha do VaR, o tombo médio foi pelo menos o dobro dela. Uma rede neural LSTM, testada na PETR3, não conseguiu prever as perdas.
Trinta microempreendedores do Nordeste contam o que o microcrédito vale para eles. Para dez, ele mantém o negócio de pé e paga parte da vida; para vinte, faz o negócio crescer. Nenhum dos dois jeitos reflete a missão da empresa que empresta.